sábado, 22 de novembro de 2014

Dedicado a uma pessoa muito especial

Japoneses se apaixonam por personagens de animes e jogos
Alex Hofford/Efe

VESTIDOS A CARÁTER:
Jovens se fantasiam de personagens durante a 11ª edição da Feira de Animação, Histórias em Quadrinhos e Videogames, eventos para
profissionais e público em geral que ocorre em Hong Kong


DA REDAÇÃO Nisan se apaixonou por Nemuta e vivenciou todos os estágios do amor -do encantamento do primeiro encontro às viagens juntos, passando por visitas a casa de amigos. "Vivi tantas coisas maravilhosas por conta dela. Ela realmente mudou a minha vida", disse ao "New York Times".
Fosse Nemuta uma pessoa em carne e osso, a história não poderia ser mais natural. Mas Nemuta é um travesseiro do personagem Nemu, em duas dimensões, extraída de um game para PC chamado Da Capo.
O apaixonado Nisan sabe que ela não é real, mas a ama mesmo assim. "Claro que ela é minha namorada. Eu tenho sentimentos reais por ela."
Quando o jornalista encontrou Nisan para a entrevista, em um restaurante, Nemuta tinha diante de si um prato de sopa. Nisan a leva para todos os lugares, tem sete cópias da personagem e quer ser enterrado com ela nos braços.
A reportagem diz que Nisan faz parte de uma próspera subcultura de homens e mulheres japoneses que iniciam relacionamentos reais com personagens imaginários. Os amantes 2D, como são chamados, são um subconjunto da cultura otaku -uma obsessiva base de fãs de anime, manga e videogames. A maioria deles trabalha, paga aluguel, sai com os amigos -alguns até são casados.
Segundo estudiosos, o fenômeno pode ser atribuído à excessiva timidez dos japoneses. Mais de um quarto de homens e mulheres entre 30 e 34 anos são virgens e metade da população adulta não tem amigos do sexo oposto. Leia a reportagem em bit.ly/love2dnyt.
 

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