Mostrando postagens com marcador Comida Japonesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comida Japonesa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Bebidas - Já tomou Shochu hoje?


“Boris apresenta o Shochu, bebida derivada de diversos tipos de ingredientes, tais como: batata doce, milho, beterraba, arroz, açúcar mascavo, cana e etc.”
Nobres camaradas, como sempre, é uma inenarrável honra escrever para vocês, assim sendo, espero que possam se deleitar acerca da minha humilde matéria. Vamos lá, voltando ao assunto do post, a pergunta que não quer calar: Já tomou Shochu hoje?

Calma meus amigos! Não precisam se apavorar, nem tampouco ficar assustados, afinal é uma simples perguntinha básica relativa à birita, óbvio!
Estava eu com minhas manias de realizar buscas em livros, internet, periódicos e etc, para postar no PDB, quando encontrei uma bebida extremamente interessante para apresentar ao nosso blog. Tcham, tcham, tcham, tcham! Senhoras e senhores, tenho a honra de lhes apresentar o…

SHOCHU! (pronuciado como Chô-Tchu)

Garrafa de Shochu Higashikura
Shochu Higashikura
Bem, sinceramente, dessa birita eu nunca experimentei, mas admito que fiquei mega curioso para saboreá-la, ainda mais depois de ficar sabendo que o Shochu tem um parentesco bem próximo da minha amada vodka, isso mesmo! O Shochu é uma bebida derivada de diversos tipos de ingredientes, tais como: batata doce, milho, beterraba, arroz, açúcar mascavo, cana e etc.
Além disso, outro fato que me tenta ainda mais é que os nipônicos costumam chamar o shochu de “Vodka Japonesa” (Dono do bar, dorme com um barulho desse meu filho!), mas o shochu também é conhecido como” pinga japonesa” e “vinho destilado”.

Boris, qual a origem do Shochu?

Sobre Sochu
Bom, não existem dados históricos exatos acerca da origem dele, porém, reza a lenda que é uma bebida milenar originária do Japão, criado no início do século XV, proveniente da província de Kyushu, localizada ao Sul do Japão. Porém, há fortes indícios de que a Indo-China, Coréia e as Ilhas de Ryukyu (atualmente Okinawa, a terrinha de Daniel San e Sr. Miyagi, lembram???) introduziram algumas técnicas de otimização na produção da bebida. Assim, somente depois desse tour japones que a birita finalmente chegou a província de Kagoshima, onde atualmente é considerada “a terra do shochu”.
Em razão dessas mencionadas técnicas de otimização no processo da bebida, atualmente existem inúmeros exemplos de shochus espalhados por todo Japão, com características típicas regionais e tradicionais, que foram elaborados na medida em que as técnicas de produção eram introduzidas nas novas regiões, vejamos a seguir:
  • Awamori (Okinawa): produzido em Okinawa (arquipélago Sul do Japão), é produzido a partir de arroz.
  • Grain: Originado no início do século XVI na região sudeste do arquipélago de Kyushu, é produzido a partir de uma variedade de grãos como milho.
  • Imo: Originado nos meados do século XVII na província de Kagoshima, é produzido a partir da babata doce.
  • Mugi: Originado no início do século XIX na província de Nagasaki, é produzido a partir do trigo.
  • Kokutou: Originado há poucas décadas atrás na ilha de Amami Ooshima, é produzido a partir do açúcar mascavo.
  • Cassava: Originado em 2003 na cidade de Mogi das Cruzes/SP, é o primeiro shochu brasileiro produzido a partir da mandioca orgânica. (Isso mesmo meu povo, esse shochu é 100% Brazuka!)

O Shochu e a lengevidade

Shochu e a longevidade
Ele é considerado uma bebida milenar que proporciona longevidade, podem crer meus camaradas, tal mito tornou-se mais conhecido devido ao Sr. Shiguechiyo Izumi, um cidadão japonês que até recentemente era o detentor do recorde mundial de longevidade (120 anos).

Adivinhem porquê?

Só porque consumia o shochu diariamente (Eita velhinho manguaça, esse é dos nossos meu povo!). Este fato foi mencionado junto com seu recorde no Guinness Book. Por isso, muito já se especulou sobre os poderes da bebida de promover uma vida longa, mas não há nenhuma comprovação científica.

Shochu não é cachaça, é remédio

Shochu não é cachaça, é remedio
E não fica por aí, o shochu também tem fins medicinais, pois há relatos histórico de durante o período Edo-Jidai (1603 a 1867) era utilizado como remédio. A birita era ingerida como tratamento para diversas moléstias como hiperemia, feridas, cortes, picadas de insetos e para combater dores nas costas. (Ou seja, ótima para levar um dia de acampamento ou perfeito para um final de 6ª feira, quando ficamos totalmente doloridos).

Shochu – Graduação alcoólica

O processo de fabricação do shochu é composto por bidestilação de diversas matérias-primas tais como as mencionadas anteriormente, podendo variar de 15% a 45% em volume, porém os mais tradicionais possuem 25% em volume. O shochu subdivide-se ainda em duas classes: “Otsu” ou “Ko”.

Shochu Otsu

Graduação alcoólica
Considerado como o shochu artesanal e mais tradicional, mais conhecido como “Shochu Genuíno” (Honkaku Shochu), é o mais consumido e cada vez mais popular no Japão. Seu processo de fabricação compreende basicamente: inoculação do arroz com a adição do kojikin (um fermento especial para este tipo de bebida), que posteriormente é adicionada a levedura, chamando este processo de primeira fermentação.
Em seguida, é adicionada a matéria-prima principal (seja batata-doce, trigo, arroz, mandioca, etc), dando a este processo a denominação de segunda fermentação e, finalmente, o material é destilado resultando no Shochu Genuíno. O resultado é uma bebida requintada de aroma e paladar característicos dos ingredientes originais utilizados, comparável aos melhores vinhos e outras bebidas alcoólicas de alta qualidade.

Shochu Ko

Shochu Ko
Shochu Ko
A outra classificação do shochu, classe “Ko”, é obtida por meio de uso de inúmeras matérias-primas e de múltiplas destilações, resultando em uma bebida de aroma e fragrância neutra geralmente utilizado para coquetéis de sucos de frutas com água gaseificada. Comparando-a com o Shochu Genuíno, a diferença do sabor e da qualidade é imediatamente reconhecido, evidenciando bem a supremacia de qualidade do Shochu Genuíno.
O shochu é considerado uma bebida de baixo teor alcoólico comparado a outros tipos bebidas destiladas, podendo ser apreciado normalmente misturado à água quente ou fria, pode ainda ser utilizado como um ótimo digestivo, pois, se ingerido junto às refeições contribui no processo digestivo, e melhor que isso, prejudica menos o estômago do que os outros tipos de bebidas alcoólicas. Todavia, assim como as outras bebidas, o consumo excessivo pode prejudicar à saúde. (Lembra da Síndrome de Korsakov né?)

Misturando sabores

Sabores Shochu
O Shochu pode ser consumido de diversas formas, como já dito, misturado com água gelada, ou quente, ou ainda, on the rocks, puro, com limão, grapefruit, ou mistura com sucos de frutas cítricas completadas com água gaseificada.
Agora é com vocês, vamos colocar a cachola pra funcionar, pois, em se tratando de arrumar receitas para biritas, sei que vocês são profissionais.
Aqui vão umas dicas extraídas do site MN Shotyu, onde extraí umas receitas iradíssima de drinks com shochu:

Acerola Chu-Hai

Conquetel cítrico com Hakkon e acerola.

Ingredientes:

  • 60 ml de Hakkon Original
  • 60 ml de suco de acerola orgânico
  • 3 cubos de gelo

Preparo:

Misture o suco de acerola orgânico ao Hakkon Original, acrescente os 3 cubos de gelo e adoce a gosto.

Shochurinha

Um modo delicioso de apreciar o Hakkon na forma de caipirinha.

Ingredientes:

  • 60ml de Hakkon Black
  • 1 Limão Orgânico
  • Gelo
  • Açúcar Orgânico

Preparo:

Corte o limão orgânico em 4 partes e soque junto com o açúcar orgânico. Acrescente o Hakkon Black e o gelo.

O Shochu Bar

Shochu Bar
Desde a década de 80 o shochu vem superando todas as espectativas dos japoneses, visto que atualmente seu consumo foi triplicado, superando facilmente o saquê nos bares japoneses. Em algumas cidades japonesas, como Tóquio, surgiram os Sochu Bars, que trabalham exclusivamente com Sochus de vários tipos e marcas, desde os simples e os envelhecidos até os mais sofisticados chamados premiuns.
Tudo isso por um simples motivo, o shochu não causa ressaca. Inacreditável! Só provando. Podem acreditar tal fato é tão verídico que até encontrei uma matéria super interessante da jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Estadão, vejam:

No Japão, abaixo o saquê, viva o shochu!

Bebida tradicional japonesa tem cada vez menos consumidores no seu próprio país.
KYOTO – O saquê, a bebida nacional do Japão, tornou-se o drinque obrigatório de descolados de New York a Paris, acompanhando o sushi a foie gras nos restaurantes mais sofisticados. Mas, no Japão, o saquê está fora de moda. Nos últimos 30 ano, o consumo de saquê no país caiu pela metade. Em 1973, os japoneses tomaram 1,76 bilhão de litros do tradicional vinho de arroz. Em 2002, foram 890 milhões de litros.
Enquanto o Ocidente se deslumbra com o saquê e drinques como a saquerinha (caipirinha do saquê), os japoneses só querem saber do shochu, aguardente feita de cevada, trigo, arroz ou batata, cujo consumo triplicou nos últimos 20 anos, principalmente em Kyushu, ilha ao sul do país. (…).
Fonte: O Estado de São paulo

Shochu Lounge

Shochu Lounge
Quem me dera o pobre Brasil aqui nesse barzinho alucinante. Sonho meu não é? Quem sabe um dia. Por fim, vou ficando por aqui.
Espero que tenham curtido a matéria, um grande abraço a todos, boas festas, paz, saúde, harmonia e prosperidade!
Informações bibliográficas:

fonte: https://www.papodebar.com/ja-tomou-shochu-hoje/


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Receita de Viagem com Bel Coelho Temporada 1 - Episódio 18
Bel Coelho conhece o Chanko, a farta comida dos peso-pesados do sumô, e escolhe Jun Sakamoto para ser seu mentor na arte do sushi. Ela também descobre que japoneses e brasileiros têm mais em comum do que parece: o arroz.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Origem do Temaki











TEMAKI

A FAST FOOD
JAPONESA QUE UNIU
TRADIÇÃO E INOVAÇÃO





Conhecida no Brasil e no mundo inteiro pela tradição, beleza e riqueza de detalhes, a culinária japonesa faz parte da gastronomia brasileira. Sua presença na mesa do brasileiro é recente, visto que está inserida neste mercado há apenas 20 anos. Entretanto a japonesa é a mais popular entre as culinárias orientais e já conquistou nosso paladar. E quando pensamos que a gastronomia nipônica já era popular o bastante no Brasil, uma novidade está fazendo sucesso em todo o país. O temaki, uma variação do tradicional sushi, virou febre e vem sendo difundido por todos os lugares. Por ser mais prático tanto para montar quanto para comer, o temaki já é conhecido em todo o país como a “fast food japonesa”.


Brasil e Japão

A culinária brasileira é conhecida por sua diversidade de sabores, cores e aromas. Rica na utilização de temperos, nossa gastronomia incita o paladar e nos transforma em exímios degustadores. Da mesma maneira, agrega sabores do mundo todo, numa verdadeira mistura de etnias. A comida japonesa, entretanto, tardou a ser totalmente aceita pelo paladar do brasileiro. A utilização de peixe cru em alguns pratos causou, primeiramente, estranheza. Essa reação, entretanto, caiu por terra quando toda a variedade e riqueza de sua gastronomia tornou-se conhecida e passou a ser consumida como todas as outras.

Inicialmente sem muita aceitação, devido às características contrastantes com o famoso arroz e feijão, hoje as casas de comida japonesa fazem parte da rotina do brasileiro. Tanto é verdade que hoje é encontrada sem grande dificuldade inclusive em grandes redes de supermercados, que colocam à disposição do consumidor kits completos para saborear diferentes pratos nipônicos. Nos últimos tempos, esta passou a ser comida favorita de muita gente e o resultado foi o aumento expressivo na quantidade de restaurantes especializados em comida japonesa.

Utilizando ingredientes leves, naturais e saudáveis, a cozinha nipônica faz sucesso entre os brasileiros justamente por combinar com o clima quente e tropical, típico do país. Na alimentação dos japoneses estão inseridos arroz, algas, legumes, verduras, frutos do mar e peixe. Atribui-se a essa alimentação saudável a longevidade dos japoneses. No Brasil restaurantes de comida japonesa são encontrados de norte à sul, tanto nas capitais quanto no interior, e neles é possível testemunhar toda a tradição, beleza e cuidado com que é montado cada prato. Os detalhes e a estética são itens tão importantes quanto harmonizar os diferentes sabores.


Tradição e inovação

O Temaki começou a ser difundido há pouco tempo no Brasil, mas teve uma rápida aceitação dos consumidores. Por ser uma iguaria de rápido preparo e que pode ser deliciada em qualquer lugar, até mesmo em pé, tornou-se muito popular nas principais cidades brasileiras, com uma explosão de lojas especializadas. Eles ainda consistem no tradicional ritual de cortar o peixe e enrolá-lo na alga com arroz, mas ficam prontos e são consumidos em menos de cinco minutos.

O nome do prato refere-se ao se modo de preparo, já que, em japonês, “te” significa mão e “maki” enrolado. Portanto, para fazê-lo, não é necessária a esteira usada para o preparo do sushi. Basicamente os ingredientes do temaki são os mesmos do sushi e dos outros pratos conhecidos, pois se trata de um cone de alga (nori) recheado de arroz (gohan) e mais algum ingrediente, como salmão, atum, shitake, entre outros.

A diferença está no tamanho, formato e modo de montagem. Um temaki típico tem por volta de dez centímetros de comprimento. Outra diferença é a forma de servir e de comer. Não é preciso cortar em pedacinhos antes de levar à mesa. Para comê-lo não é necessário usar hashi (os pauzinhos que servem de talheres). Temaki se come com a mão mesmo. Como outros pratos da culinária japonesa, o alimento é leve e combina com o verão. Por isso o temaki virou febre no Brasil. Novas casas especializadas são abertas todos os dias em grandes centros, litorais, interior, enfim, por todo lugar. Cada vez mais comuns aqui no Brasil, as temakerias surgiram como uma opção de comida rápida mais saudável do que um hambúrguer ou um sanduíche.


Ingredientes de qualidade

O mais importante para garantir o sabor e a qualidade da comida japonesa, e aí se inclui o temaki, é ter certeza de que se está trabalhando com alimentos frescos. O arroz, por exemplo, tem de ser preparado no dia e os peixes precisam ser frescos. Usar produtos congelados é proibido e, se o local onde o alimento for manipulado estiver muito quente, o cuidado com a refrigeração tem de ser redobrado.

Outro detalhe que exige cuidado é a alga que, por ser muito delicada, amolece se ficar em contato com o calor e a umidade. Ela deve ficar dentro da embalagem com o conservante e só pode ser manipulada no momento da montagem. Assim como os sushis tradicionais, os temakis devem ser consumidos tão logo fiquem prontos, para manter a alga crocante.


O jeitinho brasileiro

A culinária japonesa caiu no gosto do brasileiro, mas isso não quer dizer que não pode receber um toque para ficar mais incrementada. Originalmente as receitas mais tradicionais de temaki incluíam apenas o shari (mistura de arroz, vinagre de arroz, açúcar e combu – tipo de alga) e o peixe (geralmente atum ou salmão) picado com cebolinha. Hoje, no Brasil, é possível encontrar temakis dos mais diversos sabores. Assim como as pizzarias criam a cada dia um sabor novo, deixando os italianos de cabelo em pé, as temakerias criam novidades para agradar o paladar do cliente. Entre os ingredientes utilizados nos temakis salgados pode-se encontrar cream cheese, azeite de oliva, tomate seco, queijo coalho, entre outros. Já os doces, que inicialmente levavam apenas frutas, hoje já são montados com pão folha ou casquinha de sorvete e recheados com a maior variedade de ingredientes imaginável, como morango com chantilly, leite condensado e chocolate. Nesse caso, do temaki original a receita tem só a inspiração, o formato e o nome.

O mais interessante é que, em sua origem, o temaki era mero coadjuvante. Ele foi criado no Japão para reaproveitar os alimentos que sobravam do preparo de sushis, sashimis e filés de peixes. Era utilizada, por exemplo, a carne mais próxima no dorso do salmão.Também eram menores, servidos como entradas, conceito que hoje foi modificado.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Revista Classic Life
Reportagem por Sabrina Gisele Becker
Jornalista - Mtb 13261


* Matéria publicada na Revista Classic Life
Edição nº 14 - MAR/ABR/MAI - 2009


-------------------
Adendo: A forma tradicional do sushi é peixe fermentado e arroz, conservados com sal em um processo que veio do Sudeste Asiático, onde ainda continua popular nos dias de hoje.

O termo "sushi" vem de uma forma gramatical arcaica, não usada mais em outros contextos, e significa, literalmente, "é azedo", um reflexo das suas raízes históricas de alimento fermentado.

A ciência por trás da fermentação do peixe embalado no arroz é que o vinagre produzido a partir da fermentação do arroz quebra a proteína do peixe em aminoácidos. Isso resulta em um dos cinco paladares básicos, chamado umami em japonês. A forma mais antiga de sushi no Japão, Narezushi, ainda se assemelha muito com esse processo. No Japão, o Narezushi evoluiu para Oshizushi e, por último, para Edomae nigirizushi, que é o alimento conhecido mundialmente apenas como "sushi". O Temaki é um tradicional formato de sushi que é basicamente composto com o nori na parte externa e os ingredientes até à boca da extremidade larga. Um temaki típico tem por volta de dez centímetros de comprimento, e é comido com as mãos.