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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Vinhos - A diferença entre Vinho RESERVA e Vinho RESERVADO



Esses termos são facilmente encontrados no mundo dos vinhos e conseguem confundir muita gente. Para entender melhor essa questão, precisamos saber primeiro o que é um vinho Reserva, para depois conseguirmos diferenciá-lo do Reservado.
Em cada país existe uma legislação, no caso da Espanha, por exemplo, o termo Reserva refere-se a vinhos que têm como regra amadurecer 36 meses, sendo pelo menos 12 deles em barricas e os outros 24 na garrafa, antes de serem comercializados.
Na Itália existe o termo Riserva, que também é controlado por uma legislação, onde, como regra, o vinho tem que amadurecer por pelo menos três anos antes de ser comercializado.
Nos países sul-americanos, como Chile e Argentina, não existe uma legislação que regulamente esses termos. Portanto, são bem mais flexíveis, diferente dos produtores na Europa.
Humm… sem legislação… já matou a charada?
O que é certo é que, nesses países, o termo Reservado é destinado aos vinhos de entrada das vinícolas (os mais baratinhos), pois são os vinhos frutados, sem passagem por madeira, sem complexidade e, normalmente, produzidos em grande escala (industrial) e que já estão prontos para o consumo. São exemplares em que toda a safra terão o mesmo padrão, ou seja, mantém sempre equilíbrio. Concha Y Toro Reservado, por exemplo.
Já o termo Reserva, no Chile e na Argentina, refere-se a um vinho que foi produzido com maiores cuidados, desde a seleção das uvas ao processo de vinificação. Grande parte dos exemplares que trazem essa classificação passam por barricas de carvalho, mas isto não é uma regra. Portanto, podemos ter produtos que passaram ou não por barricas, mas, de qualquer forma, indica qualidade superior se comparados aos vinhos Reservados.
Para ficar mais claro, um exemplo: Seguindo uma ordem de classificação de qualidade nesses países, podemos dizer que se inicia pelo vinho de entrada que, para a maioria dos produtores, começa pelo Reservado, depois vem o Varietal (vinho produzido com apenas um tipo de uva), o Reserva, Reserva Especial, Gran Reserva, Edição Limitada, dentre outros.
Resumindo… não se deixe enganar. A minha opinião é: chamar um vinho de Reservado é uma grande jogada de marketing e pode acabar enganando muita gente. Em contrapartida, quem compra sabendo exatamente o que está comprando, aí não tem problema nenhum. O que não pode é comprar gato por lebre, ou melhor, Reservado por Reserva.
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fonte: http://vinhozinho.com.br/forum/thread/a-diferenca-entre-vinho-reserva-e-vinho-reservado/

sábado, 21 de novembro de 2015

Era uma vez um vinho de verão


Na estação do calor, podemos e devemos resfriar nossos brancos, rosados e tintos
Luiz Horta, especial para O Estado de S. Paulo


Taça de vinho gelada
Marcelo Barabani/AE
Taça de vinho gelada
SÃO PAULO - Momentos de calor. À beira da piscina, uma pessoa pede uma caipirinha, a outra vai de tinto leve. Qual matou mais a sede e se sentiu melhor com o sol na cabeça? Para a maioria, a da caipirinha: ''É mais refrescante, tem gelo, limão... quem bebe vinho com calor?'' Enganam-se. Uma dose de cachaça ou vodca tem mais de 40% de álcool. Um vinho frutado e jovem, um Beaujolais, por exemplo, meros 12%...
Veja também:
linkPuxando a temperatura para baixo
linkDe grau em grau
linkGelar é preciso. Sem pressa
linkNo Rio, à beira da piscina

Claro que ninguém deve abrir um grande Bordeaux evoluído na praia. Seria estragar as duas coisas, o vinho e o prazer descompromissado de curtir o ar livre. Há vinhos para todas as ocasiões. Não basta harmonizar vinho e comida, é preciso pensar nas estações.

A boa notícia: vinho combina com verão. A má notícia: estamos bebendo tudo na temperatura errada - fazendo sorvete de vinhos brancos e sopa quente de tintos. Não é preciso sair por aí pagando mico com um termômetro na mão (nós fizemos isso por vocês). Basta um pouco de bom senso e seguir a intuição. O vinho é a melhor bebida de verão e seu melhor amigo é o balde de gelo. Para isso precisamos de uma revolução no comportamento, pensar o vinho como algo que se pode beber sem pompa.

A primeira coisa a esquecer é aquela famosa palavra: chambré. Que quer dizer aclimatado à temperatura ambiente (do verbo chambrer). Nem para a França isso continua valendo, porque com calefação adequada todas as salas de jantar e restaurantes estão sempre em agradáveis 21°C, quente demais para a maioria dos tintos. Antigamente a pessoa tirava a garrafa quase gelada da adega e punha para esquentar enquanto preparava a comida, ou seja, deixava no ambiente até chegar ao ponto.

A segunda, esquecer as taças finas e o pedantismo das harmonizações complexas. A própria Riedel, fabricante cult de cristais, lançou uma linha sem hastes, para piquenique. Mantém a boa aeração e permite captar aromas, é delicada e elegante e não quebra o pé com um movimento mais brusco.

O Paladar partiu para testes simples de temperatura que qualquer um pode fazer em casa: abrir uma garrafa de branco e uma de tinto tiradas da geladeira no frio máximo (as geladeiras domésticas têm em torno de 4°C, frias demais para a bebida). Provar à medida que o líquido esquenta, até que chegue à temperatura ambiente, ali pelos 26°C. Tudo que notamos em nossa prova científica será facilmente percebido pelo leitor: o excesso de frio achata as sensações e o vinho parece apenas água gelada, com acentuados acidez e amargor; excesso de calor volatiliza o álcool e faz do vinho uma coisa pesada e enjoativa, compota de frutas.

Sobre o álcool, em vinhos para o verão: quanto menos, melhor. Há brancos com 15,3% (o Torrontés Yacochuya de Michel Rolland, elaborado em Salta, norte da Argentina) que são muito mais aquecedores que um tinto delicado. A acidez é que torna a bebida refrescante. Vinhos com baixa acidez se adequam mais a climas frios. A sensação de matar a sede vem da sensação fresca e pungente dos ácidos presentes nos vinhos (e isso explica o limão na caipirinha). O estilo: quanto menos potente, melhor. Madeira em excesso, alta concentração, açúcares, tudo isso torna os vinhos pouco amigáveis para o verão. O jovem, com muita presença do caráter de fruta, é o melhor.

Émile Peynaud, o grande enólogo do século passado, é taxativo: as temperaturas ideais estão entre 8°C e 18°C. Depois de muitos gráficos explicativos e hipóteses (até mesmo a de aquecer um vinho no forno de microndas!), ele opta pelo baldinho com gelo e água como solução rápida e eficaz para esfriar. E lembra que o excesso de frio é mais facilmente remediável que o contrário, acrescentando um dado curioso: ao ser vertido numa taça, a temperatura do líquido já sobe em torno de 1°C.

fonte: Estadão Paladar  quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008, 00:00



De grau em grau





Luiz Horta e Luiz Henrique Ligabue - O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Que tipo de vinho funciona bem fresco? E gelado? Com dois termômetros de precisão e um cronômetro, testamos cinco estilos de vinho, todos refrescados até o limite com balde de gelo, depois retirados da água e examinados regularmente, com intervalos de alguns minutos, até chegarem aos 26°C da sala de testes. Se você costuma tomar vinho estalando de frio, cuidado. Se prefere a temperatura ambiente e ponto final, atenção.

Verde
Moura Basto, 2006

Vinho verde português típico. Acidez notável, agulha (aquelas borubulhinhas que picam na língua) e ligeiro. 10% de álcool. R$28,50.

3º: Perde totalmente os aromas, na boca fica apenas a acidez, o charme da agulha desaparece, amortece a língua e perde a graça.

6º: É sua temperatura ideal, surge um ponto de mineralidade, mata a sede, a acidez aparece equilibrada com a fruta, pede uma comida leve, mas pode ser tomado assim como aperitivo pouco
alcoólico.

10º: Aparece um ponto de doçura na boca que é incomodo, mas ainda se mantém refrescante.

16º: Ainda bebível, mas perde muito da qualidade de refrigerante.

22º: Horrível, tem aroma de resto de champanhe esquecido na taça, aquele clima de fim-de-festa.

Branco
Le Vieux Clos, 2006

Um agradável vinho da sub-região de Cheverny, no Loire, com 85% de Sauvignon Blanc e 15% de Chardonnay e rápida passagem por carvalho. 12,5% de álcool. R$ 55,50.

3º: Mostra-se amargo na boca e, pior ainda, totalmente inexpressivo.

6º: Neste ponto, tende ao desequilíbrio, acentuando a acidez.

10º: Nariz delicioso e típico da Sauvignon, com toque vegetal e de figos frescos, refrescante e com um sedutor pontinho de amargo final.

14º: Algo desequilibrado, um toque de caramelo inesperado no nariz, aparece levemente adocicado na boca, já não está na temperatura ideal.

22º: Álcool volátil domina o nariz, acidez agressiva e amargo, temperatura totalmente inadequada.

Branco
Anselman Trocken, Pfalz, 2006

Um Riesling simples, com muita fruta, bem feito e gostoso, sem maiores virtudes. Perfeito para consumo imediato. 12,5% de álcool. R$ 40.

3º: Morto, sem expressão, como se fosse uma água gelada e nada mais.

5º: Continua frio em demasia, perde muito dos aromas atraentes e na boca tende à acidez excessiva.

10º: Nariz complexo e atraente, frutas cítricas, maçã verde, favo de mel, uma delícia na boca, ótima acidez, leve toque de pétalas de flores brancas, muito bom nesta temperatura.

14º: Agüenta esta temperatura bem, tem corpo para isso, a acidez se acentua um pouco, apesar de seco mostra um caráter de mel interessante, leve picante de pimenta-do-reino, não desagradável, podia ser servido nesta temperatura, embora mais frio seja melhor.

22º: Como sempre a volatilização do álcool interfere e desagrada. Na boca fica pouco elegante, apesar de continuar com um bom caráter de fruta, um dos mais versáteis quanto à variação de temperatura.

Rosado
Saint Roch, Les Vignes, 2006

Oriundo do Côtes de Provence, é feito a partir de uvas Cinsault (65 %) e Grenache (35 %). 13% de álcool. R$ 49.

6º: Sem nenhum aroma, amargo, praticamente sem nuances na boca.

8º: Ainda está muito frio nesta temperatura, aparece o amargor em demasia. Perde o encanto.

11º: Fruta no aroma, mas tem uma certa complexidade, na boca tem corpo, não é ligeiro demais, pede acompanhamento de comida, boa acidez, gostoso e guloso.

18º: Nariz vinhoso, toque de madeira ligeiro, não é sua temperatura ideal, mas está agradável e bebível, merece ser servido mais fresco. Tem boa acidez e é medianamente longo no gosto.

22º: Álcool totalmente despregado do todo, pouco atraente. Um tostado muito presente. Na boca é amargo e alcoólico, tende ao enjoativo.


Tinto
Villard, 2006

Um Pinot Noir potente e com muita furta, um estilo interessante, porém não tão elegante. Muito bem feito e cheio de tipicidade chilena, com toques amadeirados. 14% de álcool. R$55,50.

5º: Insuportável: nesta temperatura, parece um suco de madeira tostada. Taninos agressivos e secantes.

9º: Muito tostado no nariz, totalmente desequilibrado, na boca muito amargo e com taninos secantes e agressivos, como acontece
com tintos gelados em demasia.

12º: No nariz mostra a tipicidade da Pinot, aquele caráter carnudo, na boca esta gostoso, quase mastigável, amplo, sedutor. Muito bom.

18º: Bem típico de Pinot do Novo Mundo, toque de lácteo da malolática, elegante na boca, corpo médio e longo, os taninos estão equilibrados, mas a temperatura é um pouco alta para ele.

27º: No nariz agüenta o calor, aparece um toque de doçura, talvez do álcool, e casca de
laranja seca, da madeira. Quentinho, não perde as qualidades, mas os taninos amargos empalidecem o equilíbrio.

Fonte: Estadão Paladar quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Puxando a temperatura para baixo


O que fazer (e o que não fazer) para resfriar seu vinho com precisão
SÃO PAULO - É consenso que cada vinho tem sua temperatura. Mas como chegar a ela? O velho e charmoso balde de gelo continua sendo o método preferido, mas há opções para acelerar o resfriamento, controlando o processo com precisão. E há o que não se deve fazer.

BALDE
Elegância clássica
 


O sempre charmoso balde com gelo funciona muito bem para baixar a temperatura do vinho sem grandes solavancos. A proporção indicada é metade água, metade gelo. No teste do Paladar, os cinco rótulos escolhidos (veja página ao lado) comprovaram a eficácia do balde. O branco Anselmann, por exemplo, entrou a 22º C e em 5 min. baixou para 14º C. Outros 5 min. jogaram a temperatura para 10º C. Mais 5 min. e o vinho estava em 8º C. Dez minutos depois, atingiu 5º C. Este balde sai por R$ 277 na Pepper (R. Leopoldo Couto Magalhães Jr., 753, Itaim Bibi, 3073-0333)

BRAÇADEIRA
Termômetro 
 


Basta colocar a braçadeira de metal no meio da garrafa e esperar uns instantes. Uma escala de números começará a aparecer na faixa preta da cinta metálica. O número que ficar mais forte indica a temperatura "certa". As instruções, contudo, apontam para que você desconte 2 graus do valor mostrado: é a provável temperatura do líquido. Este modelo custa R$ 37 na loja virtual
www.brasilvinhos.com

COOLER
Um turbilhão geladíssimo
 



Abastecido de gelo e água, o Cooper Cooler roda a garrafa e joga água gelada por cima. Em 6 min. a temperatura do vinho cai de 18º C para 9º C. Latas ele resfria em 1 min. Por R$ 398 na Spicy (Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.236, JD. Paulistano, 3083-4407)

ADEGA
Refrigerando sem vibrações
 



Parece uma pequena geladeira. Não é. Ela não tem compressor, o que elimina as vibrações, nocivas para o vinho. Não gera umidade e tem controle de temperatura. Este modelo da Art des Caves, para 40 garrafas, custa R$ 2.750. Em www.maisondescaves.com.br

DIGITAL
Mostra o frio real e o ideal
 



É preciso abrir a garrafa e introduzir a haste metálica no gargalo. Na escala, em Celsius e Fahrenheit, existem duas faixas digitais. Uma traz a temperatura do líquido; a outra (um traço duplo), a temperatura indicada para quatro tipos de vinho: tinto, rosé, branco e espumante. Quando a temperatura chega perto do indicado, uma luz verde se acende na base do termômetro. Na loja Pepper, por R$ 238.

CINTA
Mantém a temperatura
 



A bela capa esconde uma fina cinta de gel. Este cooler é feito apenas para manter a temperatura do vinho, não tem "poder" para resfriar. Por R$ 133 na Pepper (R. Leopoldo Couto Magalhães Jr., 753, Itaim Bibi, 3073-0333)


ANALÓGICO
Rapidez
  



Assim como acontece com o digital ao lado, é preciso abrir a garrafa para medir a temperatura do vinho com este modelo. Este termômetro da alemã WMF tem um design despojado, que facilita a leitura imediata da temperatura. Por R$ 69 na Spicy

E geladeira, pode?

Este não é o melhor lugar para o armazenamento - só pode se for por pouco tempo. As razões: as vibrações do compressor; a umidade, que ataca rolhas e deteriora rótulos; e a variação térmica, com a abertura da porta. Mas ela pode ser usada livremente para resfriar, claro. Em 3 horas, dá para deixar um vinho branco no ponto. Para os tintos, 1h30 bastam.

Fotos: Marcelo Barabani/AE 

Fonte: Estadao Paladar

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008, 00:00


Gelar é preciso. Sem pressa

SÃO PAULO - Qual é o melhor método para gelar, ou melhor, resfriar vinhos? Gianni Tartari, sommelier há mais de 20 anos, os últimos 3 na Enoteca Fasano, lembra que, apesar de existirem diferentes métodos e técnicas para guardar e servir vinhos, o mais importante é não expor o produto a mudanças bruscas de temperatura. Na adega, o vinho geralmente fica em um ambiente com temperatura por volta dos 16º C, variando 1º C acima ou abaixo, e necessitará de uma breve refrigeração antes de chegar à mesa - brancos, rosés, espumantes e tintos têm temperaturas ideais diferentes. O velho e bom balde com gelo e água - encha até a metade com gelo e complete com água, é ela que ajuda a transmitir o frio - é o método preferido pelos profissionais. Menos de 20 minutos bastam para resfriar vinhos a partir da temperatura ambiente. Métodos mais rápidos, como o Cooper Cooler, são indicados para casos de emergência. Funcionam, mas fazem o vinho sofrer um pouco. É o preço da pressa. Já a cinta de gel é indicada apenas para ajudar a manter o vinho resfriado.

E guardar vinho em geladeira? ''Até pode, o que não se deve fazer é tirar e voltar. Uma vez na geladeira, ele deve ficar lá. O problema da geladeira é a umidade - com o tempo ela faz deteriorar a rolha e o rótulo'', diz Gianni.

E o congelador, vale numa emergência? ''Tenho o maior trauma de congelador. Uma vez fiz picolé com meia dúzia de Dom Pérignons... É um método muito agressivo. Funciona, mas só deve ser usado como último recurso e sob vigilância constante, não pode sair do lado da geladeira'', alerta o sommelier. 
Fonte: Estadão Paladar
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

No Rio, à beira da piscina

Hotel Copacabana Palace

Divulgação
Hotel Copacabana Palace
SÃO PAULO - Tão carioca quanto próprio Cristo Redentor, o hotel Copacabana Palace abriga dois dos mais famosos restaurantes do Rio de Janeiro: o refinado Cipriani, comandado por Francesco Carli, ex-chef do Hotel Cipriani em Veneza, e o despojado Pérgula.

À beira da mítica piscina do Copa, apenas o menu do Pérgula está disponível. A carta de vinhos do restaurante é composta por rótulos leves, mais adequados ao verão. ''No momento, apostamos nos rosados e nos Sauvignon Blancs, ótimos para o clima'', diz Denise Almeida, gerente do restaurante Pérgula. Lá, os vinhos são mantidos em adegas climatizadas: 17°C a 18°C para os tintos, 8°C a 10°C para brancos e rosés.

Apreciar um vinho à beira da piscina, a poucos metros da praia de Copacabana, no verão, é para ser um momento idílico - que, definitivamente, não combina com vinho morno. Por essa razão, durante o serviço, a garrafa é mantida no gelo. Segundo Denise, boas pedidas são o Sauvignon Blanc Vin de Pays, 2004 e o Santa Julia Syrah Rosé, 2006, este ''um vinho aromático, macio, muito bom para ser consumido à beira da piscina''.

No restaurante Cipriani, o calor do verão carioca fica do lado de fora. No salão, a sensação térmica é regulada em torno de 24°C, 25°C e os vinhos são mantidos em caves separadas. Os brancos e rosés são armazenados a 6°C e, quando saem da adega, atigem 8°C, a temperatura ideal, segundo Robson Venâncio, sommelier do Cipriani. Para dias quentes, Venâncio recomenda os rosés e os espumantes. E também faz questão de lembrar: ''Um vinho branco estará adequado a 8°C. Muito abaixo dessa temperatura ele perde suas melhores características'', diz. 
Fonte: Estadão Paladar quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Escolha pela origem (e pela cor)


Basta anotar as dicas dos especialistas (e as ofertas dos importadores) e escolher seu vinho preferido
Saul Galvão - O Estado de S.Paulo

Variedades de vinhos
Rafael Hupsel/AE
Variedades de vinhos
SÃO PAULO - Para mim, vinho de verão é aquele que tomo durante o verão. Não vai ser um calor de 40°C que me afastará de um Amarone dal Forno Romano, por exemplo. Mas há aqueles que são mesmo especiais para bebericar despreocupadamente numa tarde quente. Normalmente, brancos.

Quem insistir nos tintos, pode ficar com um Beaujolais meio gelado, ideal para acompanhar embutidos, como a mortadela (sanduíches com Beaujolais são ótimos). Os Beaujolais devem ser tomados bem novos.

Nesta seleção, tirei do páreo grandes brancos encorpados - os Chardonnays com madeira da Bourgogne, Chile, Argentina e alhures. Eu defendo que o branco de verão deva ser antes de tudo informal. Melhor então escolher entre brancos frutados, aromáticos e com alta acidez, frescos, que convidam para o próximo gole. Entre esses se agigantam os feitos com a Sauvignon, que são ótimos e não tão caros.

Uma outra aposta ainda podem ser os vinhos com a uva francesa Viognier, leves, aromáticos. A casta é ainda uma parvenue na América Latina, raros ainda são os seus rótulos.

BRANCOS

Alemanha


Dr. Bürklin Wolf
Riesling Trocken 2005. Mistral,
3072-3400,
R$ 68,25

Argentina

Norton
Sauvignon Blanc 2007.
Expand, 3847-4747,
R$ 27

San Pedro de Yacochuya Torronés 2006
Grand Cru. 3062-6388,
R$ 39

Torrontés de Cafayate
Michel Torino. Bruck, 3329-3400
R$ 10,99

Austrália

Peter Lehman Eden
Valley Riesling 2005. Expand,
R$ 78

Chile

Emiliana
Sauvignon Blanc 2007.
Le Tire-Bouchon, 3822-0515, R$ 19,50

Secreto Vignier, Viu Manent
Terrunyo Vineyard
Selection Sauvignon
Blanc 2005. Expand, R$ 138

Villard Sauvignon Blanc Reserve
Expresión 2007.
Decanter, R$ 56,40

Espanha

Pazo de Señorans
Albariño 2002.
Mistral, R$ 78

Portugal

Alvarinho
Muros de Melgaço 2005.
Decanter, R$ 135,90

Alvarinho
Soalheiro 2004.
Mistral, R$ 79,30

Nova Zelândia

Cloudy Bay
Marlborough 2002. LVMH,
3062-8388, R$ 100

Isabel State
Sauvignon Blanc 2005.
Mistral,
R$ 86,36

ROSADOS

Argentina

Crios de Susana
Balbo 2006.
Cantu, 03002101010, R$ 40

Espanha

Gran Feudo Rosado, 2005. Mistral,
R$ 30

Acredite, você pode e deve abusar dos tintos


Lembre-se apenas que praia e piscina não são lugares para levar aquele vinho raro e caro
Luiz Horta - O Estado de S.Paulo
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Alamos
Divulgação
Alamos
SÃO PAULO - Descobri, talvez tardiamente, que podia ter o prazer de beber tintos refrescados. Por isso resolvi privilegiá-los nas indicações a seguir. Os rosados, depois de muita peleja, já emplacaram no nosso gosto, então vamos dar uma oportunidade aos outros vinhos que encantarão a temporada. Aliás, não são apenas para dias quentes, mas para momentos leves em que se quer beber vinhos sem grande envolvimento intelectual, como pedem os mais complexos. Vinhos que cumprem seu papel de companheiros da comida e se encaixam na paisagem preguiçosa das férias sob a canícula. São a versão da roupa casual e das pernas para o alto.

Se tivesse que escolher só um? Seria o Travers de Marceau do Domaine Rimbert, que tipifica exatamente o conceito de um vinho para o verão, tem corpo ligeiro, é perfumado e seduz imediatamente, mata a sede com sua acidez agradável e acompanha qualquer prato comido com as mãos, sem pompa. É a França engarrafada.


BRANCOS

Alemanha
Riesling Selbach
Trocken. Vinci, 6097-0000,
R$ 55,80

Argentina
Torrontés Quara Lavaque. World Wine, 3383-7477,
R$ 60

Brasil
Chardonnay
Pizzato 2007. Mercantil Zero, 3813-2929
R$ 26,50

Chile
Sauvignon Blanc
Concha y Toro.
Expand, 3847-4747
R$ 14,99

França
Alain Brumont Sauvignon Blanc/Gros Manseng.
Decanter, 3074-5454,
R$ 40,30

TINTOS

Argentina
Alamos Catena Pinot Noir 2007. Mistral, 3072-3400,
R$ 26,50

Espanha
Palacios
Remondo, La Vendimia 2005.
Vinci, 6097-0000,
R$ 51,40

França
Beaujolais
Village Drouhin 2007. Mistral, R$ 84,90

Clos de Tue Boeuf .
World Wine, 3383-7477, R$ 85

Travers de Marceau, Domaine Rimbert.
De La Croix, 3034-6214,
R$ 48

Grécia
Thalassitis Assirtyko Santorini Unoaked 2005. Mistral,
R$ 76,54

Uruguai
Marichal Pinot Noir. Wine Company, (41) 3302-1300, R$ 36,90

Casa Marín Litoral Pinot Noir 2004. Vinea Store, 3059-5200, R$ 230